Saudações senhores;
No nosso momento social atual, o quê mais incomoda a todas as classes e grupos é o governo. Pessoas reclamam da educação, da saúde, dos impostos, da falta de segurança e de infra-estrutura, da injustiça, da corrupção e sua impunidade, e o principal, de como os políticos escolhidos pelo povo se comportam deploravelmente. A população odeia o sistema. Cada vez mais. A República está se tornando um modelo político obsoleto. 
Com a República tendo sua imagem defasada, a necessidade de uma modificação do sistema fica cada vez mais clara. Sabendo disso, tive a idéia de um novo governo, em que o povo seja realmente representado. O Governo Democrático-Libertário. Para quem leu minha primeira série de contos por aqui, antes de Kepler surgir, deve se lembrar de “Os Conceitos Libertistas De Um Povo Democrático”, é uma ótima apresentação ao sistema, e mostra qual seria o novo papel dos políticos, ou seja, do poder executivo. Agindo como uma ponte entre o desejo do povo e a realidade atual.
 Imaginem um governo em que as leis são criadas por quem precisa delas. A saúde pública é regularizada por aqueles que a usam. A justiça é de fato justa e incorruptível. A comida chega à mesa do necessitado. O desemprego é inexistente. Os problemas se esvaem, escorrem ralo abaixo junto com os poucos que tinham o poder em suas mãos.
 
Mas, como fazer isto acontecer? E tal proposta não constrói um modelo anárquico? O processo seria lento, e muito complicado, mas não impossível. E, como ainda seriam necessários políticos, não constituiria uma anarquia.
 
O primeiro passo seria aumentar a consciência política do povo. É necessário admitir que mais da metade das pessoas fale mal de um político ou partido, e bem de outros, apenas por falar, ou se sentir mal de certa forma. Mas, nunca existem argumentos razoáveis para as reclamações. Tornar os jovens politizados logo em sua formação escolar evitaria a criação de uma grande massa que desconhece os verdadeiros fatos e facetas de seu governo, e que se deixa levar pelo assunto do momento. O segundo passo seria mostrar ao povo a necessidade da mudança, de uma reforma desde os alicerces de nosso governo, dando início a uma revolução. Fazendo uma divisão que diferente do comunismo, não seria econômica, de bens. Seria uma redistribuição do poder. Para que cada indivíduo tivesse em si, em seu título eleitoral, um pouquinho do futuro de seu país. Assim, apenas grupos realmente majoritários poderiam tomar alguma decisão. E se alguma minoria se sentisse lesada de alguma forma, para isso existiria a justiça. A proposta seria discutida por um comitê de pessoas que carregam a voz do povo, eleitos por votação pública. Os representantes da justiça seriam responsáveis por fazer a maioria vitoriosa e a minoria que sentisse lesada entrarem em acordo.
 
O Governo teria que ter uma nova assembléia constituinte, onde cada tópico da constituição seria decidido por plebiscito popular. Seria um processo lento, mas edificador. E todas as futuras decisões seriam tomadas por plebiscitos, com a moderação dos representantes.
 
O Governo Democrático-Libertário é idealista demais? Sim, ele é. Mas sonhar não custa caro. E qualquer sonho é possível.
 
Por Delatorre
 
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